Gerador de pessoas: para que serve e quando (não) usar
Todo sistema que cadastra clientes precisa ser testado com dados que se pareçam com os reais: nomes com acento, CPFs que passam na validação, CEPs que existem. Usar dados de pessoas de verdade nesse cenário é arriscado e, na maioria das vezes, ilegal.
É aí que entra o gerador de pessoas: ele monta perfis completos e coerentes, mas totalmente fictícios.
Usos legítimos
- Popular ambientes de teste e homologação com centenas de cadastros realistas.
- Validar formulários: campos obrigatórios, máscaras de CPF e telefone, verificação de dígitos.
- Demonstrações e protótipos sem expor clientes reais.
- Treinar equipes em sistemas internos sem tocar na base de produção.
O que a LGPD diz
Dados sintéticos, que não se referem a uma pessoa natural identificada ou identificável, estão fora do escopo da LGPD. O cuidado é garantir que a combinação gerada não corresponda, por coincidência, a alguém real — por isso bons geradores usam faixas de CPF e nomes montados aleatoriamente, sem consultar cadastros existentes.
Nunca use CPF gerado para abrir conta, assinar contrato ou se passar por outra pessoa. Isso é falsidade ideológica, crime previsto no art. 299 do Código Penal.
Como o 67devs monta os dados
O gerador de pessoas sorteia nome próprio e sobrenomes de listas brasileiras, deriva a filiação a partir dos sobrenomes da pessoa, calcula um CPF válido para um estado aleatório e associa um endereço com CEP plausível. O resultado sai também em JSON, pronto para colar num seed de banco de dados.
Perguntas frequentes
Os CPFs gerados são de pessoas reais?
Não há como garantir que um número nunca coincida com o de alguém, mas ele é gerado do zero pelo cálculo dos dígitos verificadores, sem consultar qualquer base.
Posso gerar muitos cadastros de uma vez?
Sim. Para carga de dados em massa, a saída em JSON facilita a importação direta no seu banco.